Polícia prende 11 suspeitos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Fortaleza

Polícia prende 11 suspeitos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Fortaleza

20/05/2019 0 Por admin
Suspeitos com idades entre 24 e 78 anos foram detidos na última sexta-feira em nove bairros da capital cearense
A Polícia Civil prendeu, na última sexta-feira (17), 11 pessoas em nove bairros de Fortaleza por envolvimento em crimes sexuais, como exploração e estupro de vulnerável, praticados contra cranças e adolescentes. Os detalhes da operação foram divulgados na tarde desta segunda-feira (20), na sede da Delegacia Geral de Polícia Civil, na Capital.
Segundo a polícia, os suspeitos presos têm idades entre 24 e 78 anos e tinham, ao todo 11 mandados em aberto, sendo quatro de prisão preventiva e sete por senteça condenatória.
As prisões dos nove homens e das duas mulheres aconteceram nos bairros Conjunto Prefeito José Walter, Aerolândia, Álvaro Weyne, Genibaú, João XXIII, Parreão, Pici, Rodolfo Teófilo e Vila Velha e teve a participação de 22 policiais civis, entre delegados, escrivães e inspetores.
Campanha combate abuso
No mesmo dia em que as prisões foram realizadas, a Polícia Civil do Estado do Ceará lançou uma campanha intitulada “Abuso sexual não é brincadeira” e traz um guia explicativo informando sobre como proceder em casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.
Para a delegada Aline Moreira, titular da Delegacia da Criança e do Adolescente (Dceca), o material serve como um guia explicativo voltado para os adultos. “Tem algumas dicas de como iniciar a conversa, como abordar, como explicar o que é a violência sexual. Ele traz também alguns dos principais sinais de violência, explicou.
Aline alertou para os cuidados que se deve ter quando o adulto recebe a primeira informação da vítima. “Por muitas vezes por falta de conhecimento, acaba expondo a vítima ao divulgar o caso em redes sociais. “O adulto deve ter o conhecimento que está ali para proteger a crança. Em muitas vezes, ele prejudica a vítima quando a expõe, divulga o caso em redes sociais ou conta algo pela rua. Isso piora ainda mais a violência sofrida. Esse guia vai orientar tanto os profissionais quanto o adulto que recebe a notícia”, frisou.
Via Diário do Nordeste